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paulab1802 Vampiro Centenário

Registrado em: 11 Jan 2008 Age: 30
Mensagens: 573 Local/Origem: Transilvânia
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Colocada: Qua Mai 13, 2009 9:31 pm Assunto: |
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Ahhhhhhhhhhhhhh...Cachorro...Esse Morris tá frito na mão do Josef...E ele confiava plenamente nesse cafajeste... ...Tomara que o Josef faça picadinho desse seboso...
E concordo com a Jul, ainda acho que tem mais algum traidor, e não confio MESMO nessa Julianne...Eu acho que ela está fazendo jogo duplo...
Gente...o caso do Josef com a sua mãe foi sério pelo jeito...E agora que você ouviu nem adianta negar... ...Ansiosa para saber do que se trata...Será que ele e a sua mãe tiveram um romance?
Ai...estou preocupada também com o Mick...Espero que nada aconteça com ele...E sei que o Josef mesmo tentando aparentar que sabe que tudo ficará bem com o amigo, deve estar tão agoniado quanto você...
E o seu diário e a Julianne em casa não vai dar certo...ela tem todos os motivos para pegá-lo e levar até o seboso...Ou até o Max...que é pior do que o seboso...
Bjokas querida...Adorei e triste por saber que está acabando...  _________________
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Queremos filme de Moon... |
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Cristina Escravo do Drácula

Registrado em: 15 Dez 2007
Mensagens: 1031 Local/Origem: Coração do Mick!!
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Colocada: Dom Mai 17, 2009 4:05 pm Assunto: |
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Ahhhhhhhhhhhh!! Morris, safado, sem vergonha, cretinooooooo!! Eu confesso que até cheguei a suspeitar desse idiota, mas não conseguia imaginar que ele tivesse tamanha ousadia de trair o Josef, viu?
Quero ver o Josef arrancar as veias desse duas-caras e dar o coração dele (se é que ele tem) pro Nicholas comer.
Falando em Josef... Fiquei curiosíssima pra saber o que ele fez pro seu pai. Será que ele teve um caso com a sua mãe e o teu pai descobriu?? E será que esse envolvimento causou a morte do seu pai??
E o meu Mick está prestes a entrar na toca do lobo, ou melhor, do morcego-mor e nojento.
Ai, céus!! Tô sentindo que isso não vai prestar. Só espero que o Mick não se machuque... mto!
Bjs, Chris! E não demore pra postar, você me deixou curiosa sobre o Josef e preocupada com o Mick.  _________________
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Christine Freshie oficial do Mick e do Josef

Registrado em: 10 Jun 2008
Mensagens: 257 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Ter Mai 19, 2009 4:41 pm Assunto: |
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Muito bem, vamos aos agradecimentos.
PAULETTE: Sim, Paulette, eu já estava bem melhor, mas como você já deve ter percebido, não por muito tempo, pois, parece que o Josef me reserva uma surpresa. Bom, você conhece o Mick, e ele jamais deixaria alguém que ele pode ajudar, correndo perigo, ainda mais uma criança. Quanto ao Morris...vai ter que esperar pra ver, minha querida!
JULIANA: Hum... Mais traidores?? Bom, em se tratando de bajuladores em questão e ainda mais com vampiros perigosos nessa história, nunca se sabe. Sempre podem haver surpresas. E não se preocupe, nunca passou pela mente do Mick espantar a "caça".
E de fato; lorde Kostan vai ter muito o que se explicar.
PAULA: Olha! Do jeito que vocês estão reagindo a traição do Morris, eu acho que o Josef vai lamentar não tê-lo largado nas mãos de vocês, ahahahaha! Não iria sobrar nem o nome do Morris, ahahahaha!
Hum... Julianne... Digamos que a moça ainda é um mistério, mas será de confiança?
Bom, geralmente coisas desagradáveis acontecem com o Mick. O lindinho bem que tenta evitar, mas... Ah! O meu diário...Olha, Paula, acho que naquele momento, o meu diário era o menor dos problemas.
CRISTINA: Mais uma fã do Morris, ahahahaha! O Josef vai gostar de ver isso. Pois é, Cristina, sempre tem aqueles infelizes que se acham espertos, mas eles esquecem que podem dar de cara com um Mick, ou um Josef.
Bom, aí está! Muito obrigada pelos comentários, meninas e adorei as reações revoltadas de vocês, ahahaha! Amanhã tem mais diário!
Beijos pra todas,
Christine.
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JKostan Vampiro empresário e bon vivant

Registrado em: 11 Jun 2008
Mensagens: 91 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Qua Mai 20, 2009 1:04 am Assunto: |
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Hummm...Morris...
Esse nome ainda faz os meus caninos latejarem.
E você havia pedido para o Mick me sondar? Sua danadinha! Eu sei que a nossa conversa foi extremamente difícil naquela noite, só não sei dizer se foi mais difícil eu falar, ou você escutar.
Mesmo assim, você sabe que fui sincero, não é? O pior, é que não tivemos muito tempo pra conversar depois e você sabe porque. Isso me deixou profundamente angustiado, minha querida.
E apesar de tudo, sei que você me compreendeu.
Mudando de assunto...Mick, meu caro! A sua destreza e coragem realmente são admiráveis, por isso, eu sempre deixei você ir na frente, pra assustar os nossos inimigos, enquanto eu me divertia vendo eles correrem em minha direção e justo no momento em que eles achavam que haviam escapado. (risos...)
Prontinho, Christine! Aí está o meu breve, porém sincero comentário.
Beijos pra você,
Josef _________________
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St_John Vampiro Detetive Mor

Registrado em: 11 Abr 2008
Mensagens: 149 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Dom Jun 07, 2009 7:22 pm Assunto: |
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Eu me lembro como fiquei quando soube que era o Morris o culpado, não sei... mas acho que Josef sabe aquela vontade de trucidar que sentimos quando descobrimos que um companheiro, por assim dizer, na realidade é o traidor.
Agora na realidade é a hora de Josef revelar o que sabe, hein? Eu estava esperando por esses momentos! hahaha. Eu estou realmente adorando o modo que você descreve tudo que passamos, Chris, você tá fazendo um trabalho incrivel e fiel.
E é sempre bom saber que você, mesmo sendo a mais frágil do grupo, cuidava da gente quando era necessário. Sempre serei grato por todos os momentos, Christine...
Bom, sem sentimentalismos, penso porque eu sei que estamos no fim.
Abraços e beijos,
Mick. _________________
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Christine Freshie oficial do Mick e do Josef

Registrado em: 10 Jun 2008
Mensagens: 257 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Seg Jun 08, 2009 8:42 pm Assunto: |
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Meus queridos, Mick e Josef...
Obrigada pelos comentários carinhosos de vocês. Josef sempre me faz rir, mesmo quando não quero, ahahaha!!
E você Mick, é sempre um doce comigo.
Também sou eternamente grata aos dois, por toda a atenção e carinho que sempre tiveram comigo
e fico feliz em saber que ambos ainda tem paciência pra acompanhar as últimas páginas do meu diário.
Beijos pra vocês
E para as minhas queridas amigas aqui do Portal...
Só posso pedir um milhão de desculpas pela a minha eterna demora.
Minha saga finalmente está chegando ao fim e logo vocês se livrarão do meu diário, ahahaha!!
Mais uma vez, obrigada a todas.
Beijos,
Christine
PARTE: 34
A segurança na casa de Max era muito boa, mas Mick tinha uma vantagem. Ao contrário dos seguranças de Josef, Max Doughan não confiava em vampiros para protegerem a sua casa. Preferia humanos, assim, ficaria mais fácil controlá-los e também sumir com eles se fosse preciso. Mick continuava a sua busca, rastreando a propriedade minuciosamente. Desceu com cuidado pela outra lateral da casa, conseguindo chegar até o jardim, onde dois seguranças conversavam, trocando ordens entre si. Ele achou melhor deixá-los pra lá. Era desnecessário enfrentá-los naquele momento e, além disso, Mick poderia passar despercebido por eles e foi exatamente isso que ele fez.
Esgueirou-se pelos cantos, totalmente alerta, ouvindo sons e absorvendo cheiros que vinham de dentro da mansão. Mas um odor em especial lhe chamou mais a atenção, antes mesmo de se aproximar da entrada que dava para a sala principal. Mick fechou os olhos e se concentrou mais, aspirando o ar. Imediatamente uma visão lhe veio à mente.
- David. – sussurrou entrando na casa. Já havia sentindo o cheiro do menino antes, quando esteve no apartamento de Julianne comigo. Era nítido e Mick podia senti-lo em quase toda aquela parte da casa.
- O senhor Doughan não vai demorar. Vá até lá fora e veja se está tudo bem. – um segurança dizia para o outro, enquanto passavam pela sala.
Mick mantinha-se escondido, observando todo o movimento da casa, porém, achou estranho aquela calmaria. Não era normal um ambiente freqüentado por vampiros estar tão tranqüilo. Ainda mais, naquela hora da noite. Caminhou um pouco mais, desviando de alguns empregados que andavam pra lá e pra cá, trazendo e levando coisas. A idéia era não chamar a atenção até onde fosse possível e tinha que aproveitar e agir, antes que Max e Van Horne chegassem. Chegou a uma escadaria, ainda seguindo o cheiro de David, que ficava cada vez mais forte. Foi quando viu a mesma garota loira que conversava com Morris minutos atrás, descendo as escadas, enquanto resmungava algo para si mesma.
- Onde está o menino? – Mick sussurrou, surpreendendo-a, segurando os pulsos dela pra trás das costas, apenas com uma das mãos, enquanto a outra apertava o pescoço da garota. Não pretendia matá-la, apenas assustá-la um pouco, pra que ela colaborasse.
- Quem...Quem é...você? – ela dizia tentando se soltar.
- Eu vou perguntar pela última vez. Onde está o menino? – Mick apertou mais o pescoço e os pulsos da garota, enquanto trincava os dentes.
- Que menino? Não... não sei do que está... falando. – ela dizia meio sufocada. – Me...solte. Está...Está me ma...chucando.
- Vou machucar ainda mais se não me disser onde está o garoto. E eu sei que você está cuidando dele.
- É você...não é? O tal...detetive. Ma...Max me alertou sobre...você.
- Então você já sabe o que eu quero e é melhor começar a falar. – Mick estava ficando sem tempo e sem paciência também.
- Eu...Eu não tenho...que te dizer...nada. – Mick se transformou, virando a garota de frente pra ele e quase a jogando contra uma parede. Ainda apertava o pescoço dela, aproximando o rosto, ouvindo o coração da loira batendo freneticamente. – Não tenho...medo...de você e...o Max...vai chegar logo. – ela dizia com um riso sufocado. – Mick não deu conversa. Fechou os olhos e tentou se concentrar nos cheiros familiares que estava sentindo.
- Você vem comigo. – sussurrou entre dentes, arrastando a loira com ele. Conforme iam descendo mais as escadas, o cheiro ficava mais forte. – O que tem lá embaixo?
- Vá se danar! – a garota se debatia, tentando se soltar, mas Mick a segurava firme pelos pulsos, empurrando-a na sua frente.
- É por aqui, não é? Posso sentir seu cheiro por todo esse lugar. Você recém passou por aqui e eu sei que o David está aqui também. – eles dobravam um corredor que levava a muitos outros, fazendo o lugar parecer um labirinto.
Chegaram a um estreito corredor, uma parte da casa onde tudo era mais sombrio e frio. A garota continuava sendo arrastava por Mick, sob protestos, enquanto ele mandava ela se calar. Finalmente chegaram a uma porta e Mick a arrombou. A loira aproveitou pra tentar fugir e chegar ao andar superior, mas Mick foi mais rápido e a surpreendeu novamente, agarrando-a com força e lançando a garota pra dentro da sala escura. Ela caiu no chão, aterrorizada, arrastando-se pra trás, enquanto observava Mick, ainda transformado e parecendo furioso, aproximando-se cada vez mais dela.
- Escute aqui, não é do meu feitio, ser violento com mulheres, mas você está me tirando do sério.
- Max vai...acabar com você quando...chegar. – Mick não pensou duas vezes. Num acesso de fúria, lançou-se sobre a garota e a sufocou, enquanto apertava seu pescoço, sentindo ela se debater no chão até desmaiar. Pelo menos inconsciente, ela não causaria mais problemas até que ele e David estivessem longe da casa e em segurança.
Não perdeu mais tempo. Voltou ao normal, vasculhando a sala com seus sentidos aguçados, observando todo o lugar. Era uma sala enorme, um tanto escura, com janelas bem trancadas e cheia de móveis, quadros e obras de arte, empoeirados e desgastados pelo tempo. Obviamente era um velho depósito. Mick caminhou atento pela sala, sentindo que algo, ou alguém o espreitava. Podia ouvir um coração batendo intensamente e, assim que deu mais alguns passos em direção a um enorme espelho de chão, ouviu um ruído e parou.
- David! – chamou baixinho, mas não obteve resposta.
Deu mais alguns passos lentos, na mesma direção e então, viu um pequeno vulto sair por detrás do espelho e passar engatinhando para debaixo de uma velha mesa. Mick aproximou-se com cuidado e começou a puxar a mesa até que o pequeno ratinho se revelou. David estava encolhido em um canto. Parecia acuado entre duas paredes e Mick, que estava bem na sua frente. Se o menino quisesse escapar, realmente, não teria como. Ele usava um pijama de dinossauros e segurava firme um macaquinho de pelúcia, em uma das mãos, enquanto fitava Mick com os olhos arregalados. Era óbvio que o garotinho estava apavorado, pois, segundos atrás, havia presenciado Mick “atacando” a loira e, sabia muito bem o que o detetive era.
- Está tudo bem, David. – Mick dizia calmo e com a voz o mais suave possível, enquanto se aproximava devagar. – O meu nome é Mick e vou tirar você daqui. Vou te levar pra casa, ok? – David não parecia muito convencido daquilo e apesar de estar desconfiado do estranho que se aproximava, não tentou fugir, pois, o medo que sentia era muito maior. Mick se aproximava com cautela, vendo o menino se encolher cada vez mais. Podia ouvir o coração do garotinho batendo de forma acelerada, enquanto continuava falando, suavemente pra não assustá-lo mais. – Eu conheço a sua tia e prometi a ela que levaria você pra casa, mas vou precisar da sua ajuda, ok? – Mick disse estendendo a mão e dando um leve sorriso. – Ok, David?
Naquele momento, era importante tentar ganhar a confiança do menino pra que ele não começasse a chorar ou algo do tipo, pois, a última coisa que Mick queria, era chamar a atenção, por isso, precisava manter David calmo. Só assim, conseguiriam sair da casa de Max, sem chamar a atenção. Mick segurou a mãozinha dele, ainda sentindo o garoto se encolher mais e tentou sorrir, o mais sincero possível, passando confiança. Aos poucos, David foi cedendo até que Mick conseguiu pegá-lo no colo, o abraçando firme contra seu corpo.
- Vai ficar tudo bem. – ele dizia aos sussurros, enquanto saiam da sala escura e fria. – Nós vamos sair daqui e eu vou te levar pra casa, pra sua tia, mas pra isso, eu preciso que você fique quietinho, entendeu? – David concordou e enlaçou o pescoço de Mick com os braços pequenos, apoiando o queixo no ombro de seu novo amigo. Logo que se aproximaram da escada, Mick sentiu o menino abraçá-lo com mais força e tremer em seus braços.
- Seu vampiro maldito! – a loira se aproximou, tentando atacar Mick por trás. Tinha um pedaço de madeira na mão, que lembrava uma estaca afiadíssima.
Mick foi mais rápido, virando-se de repente, ainda mantendo David seguro em seus braços, enquanto atingia a garota em cheio, fazendo ela se chocar violentamente contra uma parede, mas ela não desistiu e voltou a levantar, mesmo tonta, lançando-se sobre ele que dessa vez, não teve escolha e ergueu o braço, atirando a mulher longe, fazendo-a ir de encontro a uma enorme escultura no corredor. Era a estátua de um soldado romano, que empunhava uma espada de ferro. Mick arregalou os olhos, vendo a garota se contorcer sobre a espada, por alguns segundos, enquanto o sangue lhe encharcava as roupas, perto do abdômen.
Ele não queria matá-la, mas ela não lhe dera escolha. Mick virou de costas e respirou fundo, mantendo o rosto de David contra seu peito, tentando poupar o menino daquela cena horrível, enquanto subia as escadas, cuidadosamente. Era a hora de sair daquele lugar, porém, naquele mesmo momento, um carro luxuoso chegava à casa de Max e, de dentro dele, saíram Peter Van Horne, acompanhado por três freshies e, o próprio Max Doughan.
Não muito longe dali, Josef e eu trocávamos olhares silenciosos, enquanto eu o observava, sentada de frente pra ele, no luxuoso e confortável sofá de couro, em seu escritório. A casa continuava silenciosa e até aquele momento, não havia nenhum sinal do Mick. Josef parecia meio ansioso e eu sabia que não era por causa do amigo.
- Josef, você falou algo sobre o meu pai. Por acaso... – ele levantou rapidamente, indo até o carrinho de bebidas e serviu-se de uma grande dose de whisky puro, bebendo tudo de um gole só, enquanto ficava de costas pra mim. – Você conheceu o meu pai, Josef? – ele largou o copo vazio no mesmo lugar de antes e suspirou. Foi um suspiro profundo, daqueles que você costuma dar quando está tentando criar coragem pra fazer, ou dizer alguma coisa e sabe que não tem escapatória. – Josef, você o conhecia? – só pela reação dele, eu já sabia que a resposta era afirmativa, mas eu precisava ouvir isso dele.
- Eu conheci seu pai três anos antes de você nascer. – ele virou-se de frente, mas não olhava pra mim. – Estávamos em uma festa. Era um desses eventos que eu costumo dar apoio financeiro e tinha algo a ver com pesquisas. – finalmente ele me olhou. – O que você sabe sobre o seu pai, Christine?
- Praticamente nada. Sei que ele e minha mãe se casaram cedo, que ele viajava muito e que morreu em um acidente de trabalho.
- Acidente de trabalho? Foi isso que a sua mãe lhe disse?
- Ela não gostava de falar sobre esse assunto, Josef. Sempre ficava triste, nervosa, começava a chorar então...eu não insistia.
- Bem, minha cara... – ele suspirou novamente e se sentou, de frente pra mim. – Eu creio que a sua mãe não lhe contou a verdadeira história. Talvez, pra poupar você.
- Me poupar do que?
- Como eu disse, seu pai e eu nos conhecemos em uma festa. Ele e a sua mãe moravam em Los Angeles, estavam casados a pouco tempo e pareciam muito felizes. Além disso, seu irmão estava pra nascer e a sua mãe estava radiante naqueles dias.
- Você conheceu o Nicholas?
- Não. Eu não tinha contato com a sua mãe, aliás, esse foi um pedido do seu pai. Nada de contato com vampiros. Aquela noite, na festa, foi a primeira vez que eu a vi. Nos reencontramos, anos depois, mas...a ocasião já não era tão festiva. Mary Anne... – Josef sorriu suavemente ao dizer o nome de minha mãe. – Sua mãe era uma mulher incrível. Linda, alegre, inteligente, de personalidade forte e sabia cativar as pessoas como ninguém.
- Não pode ser a mesma Mary Anne que conheci desde criança. Não pode estar falando da minha mãe. Ela não era assim, Josef. Minha mãe era uma pessoa triste, parecia estar sempre envolvida por uma sombra. Falava pouco, raramente sorria e quando fazia isso, era um sorriso triste e forçado. Ela era reclusa, mal conversava comigo e com o meu irmão, imagine com outras pessoas. Era uma pessoa mergulhada em tristeza, mas nem por isso, deixou de ser uma boa mãe. Não pode ser a mesma Mary Anne. Além disso, minha mãe nunca me disse que ela e meu pai haviam morado em Los Angeles.
- Parece que Mary Anne te escondeu muita coisa. E se eu lhe disser que fui eu o responsável pela mudança brusca de sua mãe?
- Como assim?
- O seu pai e eu nos conhecemos e acabamos nos tornando grandes amigos. Durante todo o tempo, ele se mostrou fiel e de extrema confiança. Ele conhecia o meu segredo, mas nunca comentou isso com a sua mãe. Como eu disse, ele não queria a família envolvida com vampiros. Irônico, não é? – Josef riu nervoso. – Ele trabalhava com pesquisas do sangue. Era uma espécie de hematólogo, ou algo assim, eu nunca entendi muito bem, mas ele era um pesquisador renomado. – Josef levantou, colocando as mãos no bolso e começou a andar pela sala. – Eu estava com um sério problema. Uma coisa que aconteceu com uma...uma pessoa que sempre foi muito importante pra mim e eu... – Josef parou de repente e me encarou. – Eu conheci uma moça a alguns anos atrás... Sarah... – ele sorriu de um jeito triste. – Sarah Whitly. Nós estávamos em Nova York, na década de 50, quando nos vimos pela primeira vez. Obviamente, eu já era um vampiro naquela época. – ele riu forçado. – Mas a Sarah não se importou. Ela queria ficar comigo e eu queria ficar com ela. No início eu relutei, mas ela queria tanto. Era o único jeito de ficarmos juntos então... eu a transformei. – ele parecia transtornado.
- O que aconteceu, Josef?
- Eu não sei. Algo deu errado e ela nunca mais acordou. – ele sentou-se apoiando os braços sobre as pernas. Mantinha-se cabisbaixo, a voz embargada. Juro que nunca vi o Josef assim, tão perturbado. – Depois que me mudei pra cá, trouxe a Sarah pra Los Angeles comigo. Não podia deixá-la sem assistência e ela era responsabilidade minha. Eu já tinha tentado de tudo pra tirá-la do coma, mas nada havia adiantado então, comecei a me perguntar se não era algo errado comigo, talvez com o meu sangue. Foi quando conversei com o seu pai sobre a Sarah e ele prometeu que me ajudaria. Na mesma semana, ele iniciou uma pesquisa detalhada então, uma vez por mês eu fornecia uma amostra do meu sangue pra que ele o estudasse, assim como o da Sarah. Seu pai passou mais de um ano trabalhando exclusivamente pra mim e em segredo total. Passávamos horas conversando, trocando idéias sobre o caso da Sarah. Ele nunca desistia. – Josef sorriu. – E também nunca me deixou desistir. Robert era um bom amigo. – aquela era a primeira vez que Josef citava o nome do meu pai.
- O que aconteceu depois?
- Uma noite, Robert me ligou. Estava empolgado como eu nunca tinha visto antes e me disse que tinha descoberto algo que talvez pudesse trazer a Sarah de volta. Algo que talvez pudesse tirá-la do coma de vez e que com certeza, valia a pena tentar. Combinamos de nos encontrar no dia seguinte. Eu não conseguia parar quieto, estava agitado demais então, passei o resto da noite ao lado da Sarah, vigiando o sono dela. Mas quando o dia estava quase amanhecendo... – Josef ficou mais sério. – Eu tive uma surpresa com a qual eu não contava. Minha casa foi invadida por um bando de vampiros, eles acabaram com os meus seguranças e entraram aqui dentro. Obviamente, não sabiam que eu ainda estava acordado e foram direto para o quarto da Sarah, o que significa que eu não era o alvo e que eles sabiam muito bem o que estavam procurando. Imagine a surpresa deles quando me viram no quarto dela e tente imaginar a minha surpresa, quando eu vi o seu pai...junto com eles. – o olhar do Josef ficou mais severo, assim como a voz.
- Josef... – senti um aperto no peito e não consegui completar a frase.
- Foi o seu pai, Christine. Foi ele quem disse onde a Sarah estava. Ninguém mais sabia sobre isso, nem mesmo o Mick, ele nem estava aqui naqueles dias, naquela época, ele vivia com a Coraline. Aliás, o Mick não sabe dessa história até hoje. O seu pai, que por sinal, eu considerava meu amigo...me traiu. – fiquei tão chocada ao ouvir tudo aquilo que nem me dei conta de que o Josef havia citado a Coraline. Mick ainda não tinha me contado toda a história sobre a senhorita Duvall então, o que eu sabia, era pouco. – Você sabe que não admito traição, não é? – ele continuou. – Principalmente, quando ela envolve o meu segredo e a segurança de pessoas que são importantes pra mim. Mesmo assim, Robert me traiu e eu nunca soube o porque. E quando eu descobri, já era tarde demais. Eu já havia matado o seu pai.
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Juliana Vampiro Chefe

Registrado em: 28 Dez 2007 Age: 19
Mensagens: 831 Local/Origem: São Paulo
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Colocada: Seg Jun 08, 2009 11:22 pm Assunto: |
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Pois é, eu realmente imaginei que fosse essa a história que o Josef ia contar, sobre a morte de seu pai, mas não imaginava a Sarah envolvida nisso, de fato foi uma história bem complicada, e eu acho que no lugar de Josef, teria feito o mesmo, mesmo que pareça que Robert não tenha feito isso de proposito, pelo jeito que Josef falou nesse finalzinho.
Sobre David e o Mick na casa dos monstros, to com medo como eles vão conseguir sair dai, no momento em que Van Horne entrar naquela casa, Mick vai ser notado, é aquele maldito rastro. Enfim, eu espero que tudo corra bem, na medida do possivel, pelo menos.
E que este menino chegue vivo, acho que ele não merece sofrer as consequencias de atos alheios.
Beijos Chris!
Jul. _________________
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paulab1802 Vampiro Centenário

Registrado em: 11 Jan 2008 Age: 30
Mensagens: 573 Local/Origem: Transilvânia
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Colocada: Qua Jun 10, 2009 10:25 pm Assunto: |
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Ai que lindo o Mick salvando o David.. ...tadinho! Ainda bem que ele conseguiu pelo menos encontrá-lo...Agora vem o complicado...Levá-lo em segurança...
Nossa! Que coisa...Então, o seu pai fez algo muito errado, mas será que não foi obrigado a isso? Por que ele aparentou ser bom caráter, não acredito que trairia o Josef assim... ...Algo pode ter levado a essa atitude...
Mas que coisa...E agora, estou bem curiosa para saber como você lidou com essa descoberta, porque afinal, a morte do seu pai criou uma reviravolta na vida da sua família, que trouxeram problemas no futoro...
Situação muito complicada...
Ansiosa pelo próximo Christine...Adorei...bjokas!  _________________
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paulette Vampiro Centenário
Registrado em: 04 Fev 2008 Age: 47
Mensagens: 600 Local/Origem: são paulo
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Colocada: Qua Jun 10, 2009 11:08 pm Assunto: Christine! Que predileção pelo Josef e pelo Mick! |
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Christine, estava sentindo muito a sua falta, as páginas do seu diário são tão intensas e fico me perguntando quantas surpresas e revelações novas você tem para nos contar e sei que muita coisa de que contou nestas páginas de seu diário foram acontecimentos inesquecíveis para você tanto no lado bom quanto no ruim. Menina, fiquei chocada, me perdoe , não vai se ofender comigo, já que você escapou desta família complicada, mas descobrimos agora quem o Nicholas puxou, inescrupuloso e sem sentimento por seus amigos e parentes. Fiquei surpresa por seu pai ter traído o Josef, e não sei se estou certa, tenho um lado palpiteira mesmo, acho que já que o Robert traiu o Josef , o próprio Josef traiu o Robert se envolvendo amorosamente com a Mary Anne, sabe aquele ditado: Aqui se faz ,aqui se paga, foi bem isto que houve né?
E o destino o traiu trazendo você para perto dele, fazendo ele se lembrar do que houve no seu passado, envolvendo o ataque à Sarah, orquestrado pelo Robert, mas porque? Eles não eram tão amigos? Pelo menos a sua amizade sincera e fiel o Josef pode ter. E adorei que finalmente o sequestro do David está chegando ao fim. A loira se ferrou, o Mick não teve outra alternativa, mas espero a vingança do Josef quando ele souber quem era o traidor, que morava justo em sua casa. O Morris vai ter um final como o da loira . Pena que está acabando as suas publicações, vou sentir falta de seus relatos.
Beijos,
Paulette  |
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Cristina Escravo do Drácula

Registrado em: 15 Dez 2007
Mensagens: 1031 Local/Origem: Coração do Mick!!
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Colocada: Qui Jun 11, 2009 3:02 pm Assunto: |
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Afff!! Que loira ruim de negócio, hein?? Mas teve o que mereceu. Quem mandou se meter com o Mick? E olha que ele ainda deu uma chance pra infeliz.
Tadinho do menininho. Estava apavorado mesmo. Mas tbm, com uma mulher pavorosa daquelas, tomando conta dele... até eu ficaria.
Ai, ai, ai!! Como eu sempre digo: "Pressinto problemas pro meu querido Mick". Só quero ver como ele vai fazer pra sair da casa do tal Max, sem ser notado. Com certeza o Van Horne e o Max vão sentir a presença dele e aí... a shit tá feita!
Menina... Fiquei pasma com a história do Josef. Então, ele já conhecia os teus pais e ainda por cima, foi o responsável pela morte do teu pai?? Mas por quê o teu pai trairia o Josef, sabendo que correria riscos? Ele deve ter tido um bom motivo pra ter feito isso, caso o contrário e se foi só pra sacanear o Josef, teve um fim merecido. Desculpe a sinceridade, Chris, mas...
Bjs pra você! _________________
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JKostan Vampiro empresário e bon vivant

Registrado em: 11 Jun 2008
Mensagens: 91 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Qui Jun 11, 2009 9:40 pm Assunto: |
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Muito bem...Vamos lá! Foi uma noite difícil pra nós dois, não é mesmo, Christine?
Eu nunca tive problemas com as palavras, mas ter que contar toda a verdade sobre o seu pai, me deixou literalmente engasgado.
Não foi um dos nossos melhores momentos, mas tudo se resolve, não é? E o Mick matou uma freshie? Minha Nossa! Disso eu não sabia. Bom, ela não deveria ter tentado impedir o Mick de salvar o menino. Acabou se dando mal. Falando nisso, vamos ver como o meu amigo vai sair dessa roubada. Eu lembro que a coisa toda não foi nada fácil.
Mas com o Mick é sempre assim. Porém, não sei qual de nós dois estava mais encrencado aquela noite.
Se era ele, tendo que enfrentar Max, Van Horne e cia, ou eu, tendo que enfrentar você.
Beijos, querida Chris,
Josef _________________
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St_John Vampiro Detetive Mor

Registrado em: 11 Abr 2008
Mensagens: 149 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Dom Jun 21, 2009 9:06 pm Assunto: |
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Diria mais, meu amigo.
Noite difícil para todos nós, porque, francamente, tirar aquele garoto daquele lugar não foi nada fácil, por acaso essa foi só uma parte do que aconteceu, vocês me conhecem, eu sempre acabo me enfiando em mais problema mesmo quando não desejo. Acho que isso é coisa que atrai as pessoas, principalmente as boazinhas que nem eu.
Sobre você e Josef, eu imagino, pelo que ele me contou mais tarde, que deve ter sido difícil para que noso amigo tenha revelado sobre seu pai e sua mãe nessa história toda, ainda mais sendo, mesmo sem querer, ele o responsável pelo contato frio que você tinha com sua família, ou parte dela.
Mas eu sei, que mesmo com todos os problemas, que parecem ter aumentado conforme o convívio com esses dois vampiros aqui, nós três fomos, pelo menos nesse tempo e eu espero que ainda mais, uma bela família bem mais peculiar e mas unida do que qualquer outra.
Bom, é isso, Chris.
Abraços e beijos
Mick. _________________
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Christine Freshie oficial do Mick e do Josef

Registrado em: 10 Jun 2008
Mensagens: 257 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Qua Jun 24, 2009 7:19 pm Assunto: |
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Agradecimentos um a um, porque vocês merecem e, na sexta-feira, tem a antepenúltima parte, hein?
JULIANA: Pois é, Josef e seus segredos. Como eu poderia imaginar que ele conhecia o meu pai e que isso tudo tinha a ver com a Sarah?
Porém, a coisa ainda não acabou. E claro, nem tudo são flores na vida do Mick. Tem horas em que ser um vampiro, realmente, só complica.
PAULA: Eu diria que reviravolta foi pouco, Paula.
O envolvimento do meu pai com o Josef e a suposta traição causaram muito mais estragos do que se possa imaginar, mas que logo você vai saber.
PAULETTE: Na verdade, Paulette, não ouve nenhum envolvimento amoroso entre o Josef e a minha mãe.
Pelo que ele me contou, os dois só se viram duas vezes e isso foi a muito tempo. Meu pai não queria a família metida com vampiros, lembra? Por isso, manteve a minha mãe afastada. O resto, você logo vai saber.
CRISTINA: É...Nem sempre as freshies se dão bem. Mas realmente, quem mandou se meter com o Mick? Pediu, levou.
A traição do meu pai teve um motivo, sim e logo será esclarecido.
JOSEF: Más lembranças, não é? Mas você já sabia que eu iria tocar nesse assunto da traição, quando leu o meu diário. Foi uma noite muito difícil e horrível também...pra todos nós.
A morte da freshie não foi culpa do Mick. A garota tentou atacá-lo e ele só se defendeu. Nada mais natural. Você teria feito a mesma coisa, porém, acho que a sua defesa seria um pouco diferente, ahahaha!
MICK: Eu juro, Mick...tem horas em que eu gostaria que você não fosse um vampiro. E você e o Josef, costumavam dizer que só eu atraia problemas. Acho que não, meu querido.
E de fato, apesar dos problemas do passado, você e o Josef acabaram se tornando a minha verdadeira família, no futuro.
Bom, obrigada à todos pelos comentários e beijos pra cada um de vocês.
Christine. _________________
"NON-FAT SOY VEGAN BLOOD...IT IS SO ON, RAH, RAH, RAH!!!" |
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Christine Freshie oficial do Mick e do Josef

Registrado em: 10 Jun 2008
Mensagens: 257 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Dom Jun 28, 2009 7:37 am Assunto: |
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PARTE: 35
Eu quase não respirava, ou pelo menos era assim que parecia. Só de ouvir Josef mencionar que havia matado o meu pai por causa de traição, foi o suficiente pra que as minhas mãos ficassem frias como o gelo. Josef se aproximou de mim, visivelmente preocupado, talvez, por eu estar pálida. Ele se ajoelhou na minha frente e segurou minhas mãos, mas num impulso, eu me afastei, olhando pra ele completamente assombrada.
- Continue... – foi só o que consegui dizer. Josef levantou e suspirou profundamente, olhando por alguns segundos para o nada e então, voltou a me fitar de forma séria.
- Seu pai me traiu e eu o matei...essa é a verdade, Christine. Na madrugada da invasão, tudo aconteceu muito rápido e eu tive que defender a mim e a Sarah, como eu pude. Eu estava sozinho e ainda assim, consegui me livrar de cinco vampiros. Por sorte eles não eram tão experientes. Mesmo assim, me deram trabalho. Porém, o que mais me espantou, foi que o seu pai não tentou fugir. Acredite, ele teve chance, mas ficou o tempo todo, parado em um canto enquanto eu lutava pra proteger a Sarah. Quando tudo terminou, ele caiu de joelhos na minha frente, chorando feito uma criança. Eu estava furioso, mas consegui me controlar e praticamente implorei pra que ele me dissesse o por que da traição. Porém, ele se negou...
- E então, você o matou... – completei com um fio de voz.
- Ele não me deu escolha. – Josef me olhava como se estivesse me pedindo perdão, mas eu não conseguia encará-lo e sempre acabava desviando o meu olhar. – Uma semana depois da morte do seu pai, eu procurei pela sua mãe e ela me contou toda a verdade. Um vampiro que queria se vingar de mim raptou o seu pai e ameaçou matar a sua mãe e o seu irmão, caso o Robert não cooperasse com ele. Eu não sei como ele ficou sabendo que o seu pai trabalhava pra mim, mas a intenção dele era ferir a Sarah, ou matá-la, obviamente pra me atingir e ele também usou a sua família pra isso.
- E porque esse vampiro queria se vingar de você?
- Eu não sei. Eu tenho muitos inimigos, principalmente aqui, em Los Angeles. Mas isso já não importa. O vampiro já está morto e a Sarah está segura. Eu voltei a procurar a sua mãe, mas ela já tinha ido embora pra Londres, junto com o seu irmão. Tentei localizá-los, mas Mary Anne estava sempre se mudando. Era como se ela estivesse fugindo de mim, como se não quisesse ser encontrada.
- E porque ela iria querer ser encontrada, pelo vampiro que matou o marido dela? Talvez ela estivesse com medo de você e estivesse mesmo se escondendo pra proteger o meu irmão. – falei de maneira dura.
- Você tem razão e eu mesmo cheguei a pensar nisso. Foi por isso que parei de procurar por ela e nesse meio tempo, levei a Sarah de volta pra Nova York e a coloquei em segurança, em uma casa onde ela é vigiada 24 horas por dia e onde tenho pessoas de extrema confiança cuidando dela. Depois do que aconteceu, não era mais seguro mantê-la aqui em Los Angeles, comigo. Eu não podia correr o risco de perdê-la. – Josef voltou a sentar e tinha um ar tristonho no rosto. – Como eu disse, tenho muitos inimigos aqui.
- Então as suas viagens pra Nova York são por causa da Sarah e não por causa dos negócios, como você dizia. Ela ainda está viva. – afirmei.
- Está...mas continua em coma. Eu nunca consegui descobrir o que o seu pai queria me contar naquele dia, sobre a descoberta dele pra ajudar a Sarah. Voltamos a estaca zero. Porém, eu consegui descobrir porque Robert me traiu. Quase três anos depois, eu fui até Londres, pessoalmente e consegui encontrar a sua mãe. Você já tinha nascido. – Josef sorriu. – Uma linda garotinha. Dá última vez em que encontrei a sua mãe, eu não tinha idéia de que ela estivesse grávida novamente. Não dava pra ouvir os batimentos ainda.
- Pensei que você havia decidido deixar a minha mãe em paz. – disse séria.
- Eu tentei...mas não consegui. Depois de tudo o que aconteceu eu...eu quis ajudá-la. Quis compensar de alguma maneira o mal que causei, mas...Mary Anne não aceitou a minha ajuda. Eu ainda tentei convencê-la por causa de você e do seu irmão, que eram pequenos, mas não houve jeito. Mary Anne me expulsou da casa de vocês e disse que se eu voltasse a procurá-la, ou aos filhos dela, ela tocaria fogo em mim. – Josef riu meio sem jeito. – Sua mãe era geniosa e você é muito parecida com ela.
- Ela só estava tentando defender os filhos.
- Eu sei e nunca tirei as razões dela por me odiar...assim como não tiro as suas. – troquei um olhar rápido com Josef e um silêncio sepulcral tomou conta do ambiente. Ambos não sabíamos o que dizer. Na verdade, eu nem sabia mais o que sentia pelo Josef. Eu estava toda confusa, revoltada. Tudo em mim era um misto de tristeza, decepção e angústia. Eu só queria sair daquele escritório, daquela casa e principalmente, de perto do Josef. Mas não conseguia. Não tinha mais forças pra mover um músculo e simplesmente, me resignei, chorando em silêncio.
Não muito longe dali, Mick enfrentava problemas. Além de ter que proteger David, ele ainda precisava driblar a segurança e, se tivesse muita sorte, escapar do “radar de vampiro” de Max e Peter, o que com certeza seria praticamente impossível. Sair pela frente, nem pensar e pelos fundos a coisa só piorava. Parecia que a segurança havia se multiplicado de uma hora pra outra e Mick enfrentava um dilema. Se ele resolvesse partir pra briga, não teria como proteger o menino de todo mundo, principalmente, porque a casa era do inimigo e nenhum lugar era seguro. Não havia como passar despercebido, não com Peter e Max na casa e isso, Mick já sabia e, lutar com o batalhão do Max, tentando manter o David com ele e protegido, seria uma loucura.
Porém, ele tinha um ponto a favor. Os seguranças eram humanos, o que significa que um simples soco, já era o suficiente pra tirá-los do caminho. Mas...eles estavam armados e a prioridade do Mick, era proteger o menino. Além disso, mesmo que você seja um vampiro experiente e se regenere com facilidade, levar tiros nunca é agradável e dói muito. Então...o jeito era improvisar...e rápido. Sendo assim, Mick fez o mesmo trajeto por dentro da casa, tomando o cuidado pra não ser notado e mantendo David quietinho. Max e Peter entraram pela frente, enquanto Mick deixava a casa por trás, carregando o garoto em seus braços e dando passos cuidados até a lateral da mansão, de onde pretendia saltar, sobre o grande muro.
- Onde está aquele incompetente do Morris? – perguntava Peter pra um dos empregados, porém Max impediu o homem de falar, enquanto olhava severamente em todas as direções.
- Sinto cheiro de vampiro e não é o seu. – disse ele para o Peter.
- St. John. – Peter rosnou, aspirando o ar e já descendo as escadas, com dois seguranças. Mas antes mesmo de chegarem ao subsolo, ele já sentia o cheiro de sangue no ar e não demorou nada até encontrarem a freshie morta, no final do corredor. – AQUELE MALDITO!! – gritou Van Horne, enfurecido e já atirando um dos seguranças longe, somente com um empurrão. – VOCÊS NÃO PRESTAM PRA NADA!!
- O que aconteceu? – indagou Max, vendo Peter entrar na sala, já transformado.
- St. John levou o menino e matou a minha freshie.
- Dane-se a freshie. Ele ainda está na casa e carregando uma criança, não irá muito longe. VASCULHEM TUDO! – gritou Max, enquanto os seguranças corriam de um lado a outro.
- St. John é meu. Faz tempo que tenho contas a acertar com ele.
- Calma, Peter. Uma coisa de cada vez. – Max sorriu diabolicamente.
Logo os tiros começaram e ouviu-se uma gritaria do lado de fora, vindo do jardim. Doughan e Van Horne correram para fora e encontraram os seguranças atirando em um vulto que se movimentava rapidamente entre eles, enquanto lançava alguns homens armados, longe. Entre saltos, socos e chutes, Mick, que já estava transformado, tentava abrir caminho, eliminando ao máximo os seguranças da casa, mas a situação não era nada fácil. Peter fez menção de atacar, porém, Max o deteve, enquanto acompanhavam Mick enfurecido entre os seguranças.
- Cadê o menino? St. John não está com o menino. – disse Peter.
- Deve tê-lo escondido em algum lugar. Você aí! – disse Max para um segurança. – Leve dois homens com você e encontrem o garoto. Ele está escondido em algum lugar, vasculhem tudo, começando pelo jardim.
O lugar virou um verdadeiro pandemônio, com Mick batendo e matando seguranças como podia. Algumas balas passavam longe, porém outras o atingiram em cheio, fazendo-o urrar de dor; o que de certa forma, só lhe deu mais estimulo pra atacar. Peter não agüentou mais esperar e aproveitando a distração de Max, voltou a se transformar, invadindo o jardim e empurrando alguns homens pra fora do caminho, parando em um salto, bem na frente de Mick.
- St. John... – ele rosnou mostrando os dentes.
- Eu estava imaginando quando você deixaria de ser covarde, saindo de perto do seu sire pra vir me enfrentar, Van Horne. – Peter rosnou mais alto, não gostando da provocação e partiu pra cima de Mick, com um salto. Logo os dois vampiros se chocaram no ar, caindo em pé, novamente e já trocando golpes rápidos e violentos.
- NÃO ATIREM! PAREM DE ATIRAR, SEUS IMBECIS!! – gritava Max, enquanto alguns homens permaneciam confusos, ainda atirando e outros observavam, assombrados a luta violenta entre os dois vampiros.
Os golpes eram certeiros, tanto de um, quanto de outro. Van Horne acertou Mick no rosto, com um soco poderoso, que fez o detetive tontear, mas não esperava pela mordida que Mick lhe deu, lhe arrancando um pedaço do braço, fazendo Peter urrar de dor, alucinadamente. Um segurança atirou em Van Horne, sem querer, atingindo-o na perna e foi jogado longe por Peter, tendo a cabeça praticamente rachada contra o muro do jardim. Mick, aquela altura, já se aproximava do portão dos fundos, pronto pra sair a qualquer momento, mas Van Horne não estava disposto a dar trégua.
- Senhor Doughan. – disse um dos seguranças ao se aproximar de Max. – Já procuramos por toda a parte e nem sinal do menino.
- Será possível que nem pra encontrar uma criança vocês servem. Ele ainda está aqui, posso sentir o cheiro dele por toda a parte. Agora volte para o jardim e trate de encontrá-lo. – Max disse empurrando o homem.
Enquanto Mick tentava se livrar de Van Horne, Josef e eu travávamos uma luta diferente. Eu permanecia em silêncio, reclusa em meus pensamentos, enquanto ele andava inquieto pelo escritório, por vezes me olhando pelo canto dos olhos, servindo um copo de whisky e voltando a se sentar, mas logo levantando, novamente, olhando pela janela e depois pra mim. Eu, por outro lado, já não sabia se era pior a demora do Mick, ou a minha vontade de cravar uma estaca no Josef. Eu tentava encontrar uma parte de mim que não o odiasse e que me dissesse que ele não tinha culpa, pelo menos em parte. Mas não estava adiantando. No fundo, Josef agiu por instinto, movido pela raiva e por se sentir traído, matando o meu pai antes que a verdade viesse à tona.
- Eu levei um bom tempo pra reconhecer você, sabia? – Josef disse, quebrando o silêncio, enquanto olhava pela janela. – Naquela noite, quando você se aproximou de mim e do Mick, parecendo uma doida pedindo socorro e tentando fugir dos vampiros do Van Horne... – Josef se virou, olhando pra mim. – Eu não reconheci você. Mas também, a primeira vez que nos vimos, você era apenas um bebê. – ele disse com um sorriso triste. – Porém, algo me dizia que eu deveria manter você aqui, em segurança e foi por isso que eu concordei com o Mick pra que você ficasse aqui. E então, eu fui reconhecendo você aos poucos e quanto mais o tempo passava, mais você me lembrava a Mary Anne. No início eu tive as minhas dúvidas, mas depois que o Mick investigou a sua família, eu tive certeza de que era você e a foto da sua mãe, só confirmou ainda mais. – Josef se aproximou e sentou ao meu lado. – Sabe, Christine...eu não sou exatamente um crente do destino. Não acredito em muitas coisas, também não sou do tipo que se arrepende de certos atos e muito menos que pede desculpas. Mas também não sou injusto. Eu reconheço os meus erros, mesmo que leve algum tempo. – ele riu encabulado. – O que eu quero dizer, é que cometi um grande erro com o seu pai. Eu agi por impulso, tentando defender alguém que é importante pra mim e que estava em perigo e eu...eu não percebi que o seu pai estava fazendo o mesmo, protegendo a família dele. Eu não posso trazer os seus pais de volta e muito menos, desfazer o mal que foi feito ao seu irmão. E eu sei que pedir desculpas também não vai adiantar, mas se você me der uma chance, de pelo menos amenizar o mal que causei a você e a sua família, eu ficarei feliz. – olhei Josef sentado ao meu lado e não consegui dizer nada. Mesmo se tentasse, tenho certeza de que as palavras não sairiam.
Na casa do Max, a briga de Mick e Van Horne havia se estendido mais do que se possa imaginar e ambos estavam muito machucados, porém, nenhum dos dois vampiros parecia querer desistir. Max mantinha os olhos atentos em seu pupilo, sorrindo de satisfação a cada golpe que Peter desferia em Mick. Ele era assim, nunca se misturava e preferia apreciar a desgraça alheia de longe, como costumava dizer. Havia dado ordens para que os seguranças se afastassem e não atirassem, já que as balas de prata poderiam atingir Van Horne, também.
O problema era que a luta já estava durando tempo demais e Mick já estava sentindo os sintomas da prata, lhe afetando o corpo. Estava começando a ficar difícil se defender e ele precisava sair logo de lá. Peter, apesar de ser mais velho e experiente não contava com a agilidade de Mick, que saltou por cima dele, rolando pelo chão e agarrando a arma de um segurança morto, dando alguns tiros no peito e no rosto de Van Horne, fazendo o vampiro cair pra trás com o impacto. Max deu novas ordens, mandando os homens atirarem, mas Mick já saltava pelo grande portão de ferro, desaparecendo rapidamente na escuridão.
No escritório do Josef, as coisas continuavam tensas. Ele me observava insistentemente, esperando que eu lhe dissesse algo, mas eu nem ao menos conseguia olhar pra ele. Tudo o que eu queria era sair de lá, mas simplesmente, não conseguia. Não tinha forças pra isso. Josef levantou, caminhando até a janela, talvez procurando por algum sinal de Mick, mas nada até então.
- Diabos, Christine! Diga alguma coisa. Me xingue, grite comigo, me bata se quiser, eu não me importo, mas me mostre alguma reação. Qualquer coisa. – Josef disse se aproximando de mim, novamente. Porém, eu não sabia o que dizer, ou fazer. – Escute, eu sei que você... – Josef interrompeu as palavras, inesperadamente, olhando em volta, como se procurasse por algo. Levantou-se, caminhando em direção à porta do escritório, enquanto meus olhos acompanhavam os movimentos dele. Eu o segui até a sala e, em poucos segundos, Mick entrava na casa, cambaleando e segurando David em seus braços. – Christine, ajude aqui. Pegue o menino, enquanto eu cuido do Mick. – disse Josef.
Assim que me aproximei, David começou a chorar, abraçando-se em Mick com mais força, não querendo soltá-lo de jeito nenhum. Mick falou com ele, tentando acalmá-lo, dizendo que Josef e eu éramos amigos e que estava tudo bem. Mesmo assim, o garotinho ainda se negava a soltá-lo. Eu estava ansiosa porque o Mick não estava nada bem. Seus movimentos já estavam ficando limitados por causa da prata e ele precisava ser tratado logo. Me aproximei novamente de David, conversando com calma e, aos poucos, ele foi cedendo até vir para os meus braços, ainda aos soluços. Eu o levei para o meu quarto, enquanto o Josef cuidava do Mick.
- Pelo visto, você se divertiu. – disse Josef, tirando as balas do corpo de Mick.
- Muito... – Mick fazia caretas de dor, cerrando os dentes.
- Por favor, me diga que o Van Horne ficou em pior estado que você.
- Ele...ficou pior...do que eu... Ai! Que droga, Josef! Vai com calma...com essa pinça.
- Já disse pra você não se mexer. Desse jeito, vou acabar arrancando mais a sua pele do que as balas do seu corpo. A propósito. Como conseguiu sair daquele antro, com o menino ileso?
- Eu o escondi...perto do telhado...na lateral da...casa. Estávamos prontos pra sair, quando...um dos seguranças me viu...e começou a atirar. Eu tive...que ser rápido então...disse para o David ficar...quietinho que...logo eu voltaria...pra buscá-lo. Ele fez exatamente...o que eu mandei, Josef. – Mick disse com um leve sorriso.
- Que bom pra você. Caso o contrário, os dois estariam mortos agora. – Josef disse, arrancando a última bala e entregando um copo de sangue para o Mick.
- Qual é o problema com você e a Christine?
- O quê?
- Notei uma certa tensão entre vocês e ela nem me disse nada quando cheguei. Apenas falou com o David e nem olhou pra você. – Mick disse se sentindo melhor.
- Não tem problema nenhum. Você que está imaginando coisas. Provavelmente a prata afetou o seu cérebro.
- Qual é Josef! O que você aprontou dessa vez? É melhor me contar e aproveitar que ainda estou impossibilitado de bater em você.
- Por quê acha que fiz alguma coisa? – Mick arqueou uma sobrancelha. – Ok. Ela estava preocupada com você e ficou zangada comigo, porque não fui te ajudar a salvar o pirralho. Satisfeito? Agora seja um vampiro bonzinho e beba o seu sangue antes que ele coagule.
- Sentiu isso? – Mick disse trocando olhares desconfiados com Josef.
- É...eu senti. Parece que temos companhia. – Josef e Mick foram até a sala, tentando rastrear melhor o invasor e, em poucos segundos o alarme disparou, deixando todos da casa em alerta.
- O que está acontecendo? – perguntei preocupada, enquanto descia as escadas.
- Nós temos visita. – Josef disse, passando por mim rapidamente e já falando com os seguranças. – Alguém desligue esse maldito alarme! Esse barulho está me deixando maluco!
- Christine, escute... – Mick disse se aproximando. – Vá para o seu quarto, tranque a porta e só saia de lá, quando eu chamar, entendeu?
- Mick, você...
- Fique com o David e não saia de lá. – fiz o que o Mick mandou e subi para o meu quarto, trancando a porta. David estava sentadinho na minha cama, todo encolhido e parecendo mais assustado do que antes. Me sentei ao lado dele e imediatamente ele pulou para o meu colo, me abraçando forte.
- Vai ficar tudo bem. Estamos seguros aqui e ninguém vai te fazer mal, ok? – sussurrei tentando acalmá-lo.
No andar debaixo, a correria era geral. Os seguranças estavam a postos e prontos para o invasor, ou os invasores, que ainda não tinham se revelado. Josef tinha dado ordens para que dois homens ficassem no andar de cima, alertas a qualquer movimento. Como a maioria das pessoas da casa estava de folga, ficaria mais fácil vigiar cada canto, com total atenção. Eu permanecia em meu quarto, tentando distrair o David, enquanto Mick e Josef andavam pela casa, com seus sentidos mais do que atentos, ainda rastreando informações sobre o misterioso visitante.
- É um vampiro e está sozinho. Não sinto a presença de outros, a não ser de alguns seguranças e a sua. – disse Josef para o Mick.
- É o Nicholas. – Mick disse, deixando Josef surpreso. – E está rondando a casa.
- Bom...Espero que esteja se sentindo melhor, meu amigo, porque a sua noite de diversão, pelo visto...ainda não acabou.
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Juliana Vampiro Chefe

Registrado em: 28 Dez 2007 Age: 19
Mensagens: 831 Local/Origem: São Paulo
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Colocada: Dom Jun 28, 2009 8:02 pm Assunto: |
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Uau, primeiro comentário, acho que é porque eu to incrivelmente entediada aqui em casa e pelo menos você me ajuda a ter algo pra fazer por aqui, hahahahah. Eu so escuto sobre o Michael Jackson, a vitória do Brasil, cansei dos mesmos assuntos, aqui tem novidade
Bom, vamos ver, eu te entendo perfeitamente, o modo que você agiu com o Josef, tá bom que se não fosse sua família, você não ficaria tão chocada assim, acho que aos poucos você vai entende-lo e vai ver que ele ta tentando mesmo melhorar a situação. O Josef é orgulhoso mas sabe quando fez coisa errada, infelizmente ele não poderia voltar a trás, pois se pudesse, acho que ele faria.
Sobre mick e van horne, lero lero, van horne não é de nada, hahahahaha. Mick conseguiu cansar o vampiro velhote, e ainda acabar com o Max internamente, o cara deve estar se sentido derrotado, agora quero saber quando o Mick vai contar pro Josef a respeito do Morris, porque tá mais do que na hora de uma vingançazinha a la josef nessa história. Sobre a criança, ela me lembrou um lêmure simpatico, nao, não estou chamando ele de macaco, é que eu li recentemente um livro que tinha um lemure que precisava ser resgatado e ele era fofo e bonzinho, que nem o David, HAHAHAHA. ok... ignore essa minha comparação. O que importa é que o garoto está salvo por enquanto, o problema é que se for o nicholas ai mesmo, ferrou... porque eu imagino que ele vai aproveitar não só pra pegar o David mas também pra te pegar.
to adorando a história e foi mal por mais um comentário biblico.hahaha
beijo _________________
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