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paulab1802 Vampiro Centenário

Registrado em: 11 Jan 2008 Age: 30
Mensagens: 573 Local/Origem: Transilvânia
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Colocada: Qua Abr 01, 2009 9:09 pm Assunto: |
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Hummmmmmmm...Tudo bem, a sonsa teve seus motivos, mas ainda não confio nela... ...Sei não...Essa pose de pessoa arrependida e pronta a colaborar não combina com a mulher que chegou querendo ser o centro das atenções...Vamos esperar...haha...Sonsa...
Mas, então...adorei o interrogatório...Fiquei até imaginando a cara do Mick e do Josef... ...E agora curiosa sobre o que o Josef vai contar ao Mick sobre o Livro dos Mortos...E o que levou o seboso do Van Horne a acreditar que você o tinha?
Pobre David...Tem uma tia sonsa e falsa...haha...mas já imaginava que alguém manobrava a sonsa, mesmo ainda achando que ela vai aprontar...
Adorei Christine...Aguardando ansiosamente o próximo!! Bjokas!  _________________
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Michelli Morto-vivo

Registrado em: 28 Fev 2008 Age: 25
Mensagens: 532
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Colocada: Qui Abr 02, 2009 11:18 pm Assunto: |
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Ualll,
Que bom, a Julianne é inocente, bem, foi como eu já havia dito, eu realmente dei a ela uma segunda chance, e sabe que eu até me simpatizei com ela?! hehehe Seus motivos claro, nao justificam os fins, mas sao nobres. Tem uma criança envolvida em tudo isso, o proprio avô dela, e tal.. fora a irmã dela que morreu.. tudo muito bagunçado e triste para a Julianne, ela está tão encrencada qnt vc qnd conheceu o Peter.
Qnt os livros dos mortos, isso foi uma grande surpresa para mim, eu nunca desconfiei exatamente dos motivos pelo Peter ter tanto interesse em vc, achei que fosse mais capricho por vc ter fugido dele, e estar aliada ao Josef. Entao na verdade ele quer um livro, imagino que há informaçoes valiosissimas nele, algo sobre magia e muiiito poder.. Que horror! Medo do Peter..
A história ficou ainda mais intrigante Christine, aguardarei por mais... beijinhos... _________________
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JKostan Vampiro empresário e bon vivant

Registrado em: 11 Jun 2008
Mensagens: 91 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Dom Abr 05, 2009 4:58 am Assunto: |
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Eu sei, eu sei... Atrasado de novo, mas você sabe muito bem o porque, certo, minha querida? Bom... Vamos logo ao que interessa.
Eu me lembro desse dia e do exaustivo interrogatório do Mick. Confesso que fiquei surpreso com muitas coisas que ouvi naquela noite.
E admito que você e o Mick estavam certos sobre a Julianne, mas você me conhece. Eu precisava ter certeza de que ela estava realmente nos enganando e só a sua desconfiança, não era o suficiente.
O Mick foi muito eficiente, aliás, como sempre. Conseguiu arrancar boas informações da Julianne. Ah! Não vamos nos esquecer do tal "livro". Maldito Van Horne!
Mas daquele dia em diante, nós sabíamos que era tudo, ou nada. Por isso, achei que estava mais do na hora de arriscar.
Sobre a Julianne e a sua história trágica...
Bem... eu sempre gostei de uma boa tragédia, mas prefiro deixar que a minha opinião sobre essa moça, apareça nas próximas páginas do seu diário, Christine.
Beijos, minha querida,
Josef _________________
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St_John Vampiro Detetive Mor

Registrado em: 11 Abr 2008
Mensagens: 149 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Ter Abr 07, 2009 1:21 am Assunto: |
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Agradeço o elogio, amigo, por isso que eu existo em sua vida, para colocar um pouco de razão em sua cabeça quando às vezes isso falha.
Eu me lembro que realmente a história de Julianne foi bem trágica, mas acho que em alguns casos ela poderia ter evitado tantos problemas conosco e ajudado um pouco no fim dessa guerra... Sobre o livro, eu mesmo naquele tempo, como você mesmo descreveu, não fazia idéia do que se tratava, é um assunto delicado que, como mesmo ainda se vê, o Josef prefere se manter afastado, né?
Bom esperando mais pela sua descrição, sinto muito pelo comentário curto, mas meu tempo hoje foi curto e acabei fazendo uma rota, quase geral, aqui no portal pelas fics.
Abraços,
Mick. _________________
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Christine Freshie oficial do Mick e do Josef

Registrado em: 10 Jun 2008
Mensagens: 257 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Qua Abr 15, 2009 1:27 am Assunto: |
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Muito bem, vou fazer um breve agradecimento aos comentários e pedir desculpas pela a imensa demora.
Espero que me perdoem e mais uma vez, muito obrigada à todos pelo carinho e paciência.
Adorei os comentários de vocês.
Beijos,
Christine
PARTE: 32
Então... Onde eu estava mesmo? Ah! Sim. Josef mandou Julianne embora, aquela noite. Ele sabia que ela não teria como fugir, mesmo se quisesse. Com o avô no hospital, entre a vida e a morte e o sobrinho nas mãos do Van Horne, Julianne não tinha outra opção a não ser, fazer o que Josef havia mandado. A primeira “ordem” era para que ela continuasse a freqüentar a casa do Josef normalmente, assim como as outras freshies. Deveria manter a mesma rotina de sempre e sem questionar o que Josef ou Mick lhe dissessem. O jeito era concordar, pelo menos, até a segunda ordem, ou seja... até que tudo estivesse terminado e Josef decidisse o que fazer com ela.
- Acha que podemos confiar nela? – Josef disse assim que teve certeza de que a conversa era segura.
- Não. Ainda não. – disse Mick com o semblante sério. – Por isso concordei com o seu plano de manter a Srta. Smith por perto. Enquanto ela estiver por aqui, teremos como controlar as ações dela e saber se de fato, ela está sendo sincera, ou não.
- Vai mesmo resgatar o garoto?
- É uma criança, Josef. Não merece passar por tudo isso. Fico imaginando o quanto ele deve estar assustado.
- Isso, se ainda estiver vivo. E tem mais, meu intrépido amigo, não será tão fácil assim, você entrar na fortaleza do Van Horne. Além disso, ele tem muitos esconderijos pela cidade. O garoto pode estar em qualquer um deles.
- Eu sei disso. Descobrir onde o David está não será o problema. A parte complicada será entrar no esconderijo do Van Horne e tirar o menino de lá. E de preferência, sem chamar a atenção.
- Isso eu gostaria de ver. – Josef disse mais animado. – Mesmo que você queira Mick, nunca consegue passar despercebido. Discrição não é o seu forte, meu amigo. Pelo menos, não na hora de bancar o herói. – Mick fez uma careta.
- E quanto ao livro que você falou? O tal... Livro dos Mortos.
- Besteira. Esse assunto não é pra ser levado a sério. – Josef disse levantando e pegando mais whisky, já entregando outro copo para o Mick.
- Pode ao menos, me dizer do que se trata?
- Já que você insiste... – Josef afundou-se na poltrona, tomando um belo gole da bebida forte. – Como eu disse antes, muitas culturas têm o seu próprio Livro dos Mortos. Esses livros geralmente falam sobre magia, religião, vida após a morte, enfim... – ele bebeu outro gole do whisky. – No caso de nós, vampiros, esse livro fala sobre “o início”, onde tudo começou. Como surgiu o vampirismo e principalmente...quem o originou. – Josef abriu um sorriso debochado. – O Livro dos Mortos fala sobre a verdadeira gênese do sangue, o primeiro vampiro, aquele que seria “o pai” de todos nós. E claro, fala sobre um monte de outras baboseiras que eu nem me atrevo a mencionar. Porém, o mais interessante, é que ninguém até hoje, pelo menos nenhum de nós, vampiros, realmente pôde constatar a existência desse dito livro. Resumindo a questão: Até onde eu sei, meu caro, isso não passa de lenda, conversa pra vampiro dormir.
- Quer dizer que esse livro não existe?
- Mas é claro que não! – Josef riu.
- Então por quê o Van Horne teria tanto interesse em encontrar um livro que simplesmente não existe?
- Porque ele é um demente. E assim como ele, existem outros por aí. Na verdade, é uma história maluca. Muitos vampiros acreditam que esse livro trás uma grande revelação. A de como se tornar um verdadeiro imortal. – Mick arqueou uma sobrancelha. – Eu explico. Seria mais como... viver eternamente sem se preocupar com nada que nos seja prejudicial. Poderíamos sair em plena à luz do sol, sem estarmos cobertos de roupas, ou termos que correr pra debaixo da primeira sombra, só pra nos protegermos. Poderíamos apreciar melhor o calor do fogo, sem corrermos o risco de virarmos cinza, estacas não nos paralisariam, enfim...seriamos...
- Humanos? – Mick disse meio assombrado.
- Não é pra tanto. – Josef riu novamente. – Na verdade, continuaríamos sendo o que somos, porém, com um toque de requinte a mais, ou seja, imunidade total a tudo o que nos faz mal. Parece slogan de campanha política, não é? E das ruins. – ele disse divertido.
- Então é isso. Van Horne quer ser um verdadeiro imortal. – Mick disse em tom de deboche.
- Bom...segundo o que diz o livro, o vampiro que obtiver essa revelação e conseguir torná-la real, não será apenas imune a tudo, como também, extremamente poderoso. Resumindo, absolutamente indestrutível.
- O poderoso e verdadeiro imortal. – disse Mick com ar de riso.
- Não é ridículo? – Josef divertia-se. – Só mesmo alguém com a mentalidade tosca do Peter Van Horne, pra acreditar em uma coisa dessas. O que me preocupa é que aquele imbecil acha que a Christine sabe onde está esse livro ou, que pelo menos ela sabe de algo.
- Ele não vai sossegar enquanto não puser as mãos nela.
- Assim como os outros vampiros que estão com ele. – Josef trocou um olhar preocupado com Mick.
- Temos que falar com a Christine.
- Então vamos logo. – disse Josef levantando e sendo seguido por Mick.
Segundos depois, eles estavam no meu quarto, me colocando a par de toda a conversa, que haviam tido com Julianne. Josef me contou sobre o plano que tinha em mente e Mick me informou, que traria o sobrinho de Julianne de volta, porém, o que mais me deixou pasma, foi a história do tal livro. Eu não sabia se ria, ou se de fato ficava chocada. Era muita informação em tão pouco tempo. Tentava organizar meus pensamentos, enquanto Josef continuava falando e falando...
- Você entendeu, Christine? – ele disse ao se aproximar mais da cama.
- Hã? Ah! Desculpe, Josef... – respondi confusa.
- Não ouviu nada do que eu disse?
- Josef, dê um tempo pra ela. – Mick pediu.
- Eu ouvi o que você disse, Josef. Só que... – suspirei fundo. – Meu Deus! Isso parece um pesadelo. E eu juro pra vocês, não sei nada sobre esse livro, nunca ouvi falar dele e duvido muito que meu avô ou qualquer outra pessoa da minha família, soubesse sobre esse livro.
- Nós acreditamos em você. – Mick disse querendo me acalmar. – Mas... – Mick hesitou.
- “Mas”, o quê? – já perguntei preocupada.
- Eu andei juntando todas as pistas, tentando me lembrar de tudo o que aconteceu, desde o dia que você chegou a Los Angeles. – Mick disse sério. Josef o encarava como se quisesse encorajá-lo a continuar falando. – Me diga uma coisa, Christine. Você já conhecia o Peter Van Horne, ou já tinha ouvido falar dele, antes de chegar a Los Angeles?
- Não. Nunca. Meu primeiro contato com o Peter foi quando cheguei aqui. Quando a Elise me levou pra conhecê-lo. Eu já contei isso pra vocês. – Mick e Josef se entreolharam.
- Antes disso, você nunca tinha ouvido falar dele? – confirmei que não e Mick continuou. – Sabe se alguém da sua família já conhecia o Van Horne?
- Por quê esse interrogatório, Mick? – perguntei impaciente.
- Melhor contar logo, Mick. – Josef murmurou.
- Contar, o quê? - perguntei aflita, encarando os dois.
- Você disse que antes de partir de Londres, havia encontrado um bilhete do seu irmão, dentro da sua bolsa e junto do bilhete, uma passagem de avião, certo? – Mick disse finalmente e confirmei. – E justo na noite em que você resolve ir embora de Los Angeles, Elise, a freshie do Van Horne, aparece no mesmo bar em que você estava e começa a puxar conversa, sem mais nem menos e depois, ainda te oferece um emprego duvidoso, levando você pra conhecer o Van Horne, certo? – confirmei novamente. – Você não achou isso estranho, Christine?
- É claro que achei, mas... – suspirei me sentindo cansada. Não sabia onde o Mick queria chegar com toda aquela conversa. – Mick... eu já disse. Naquela noite, eu não estava nada bem, havia bebido muito e... sei lá. Eu simpatizei com a Elise e também não estava em condições de raciocinar direito. Afinal...por quê está me dizendo tudo isso?
- Porque o Van Horne já te conhecia antes de você vir pra Los Angeles. – Mick disse me encarando. – Pense bem, Chris... A passagem de avião, a sua vinda pra cá, atrás do seu irmão, a freshie do Van Horne, a perseguição dele atrás de você. Isso não foi coincidência, pelo contrário, foi tudo planejado. Van Horne já conhecia alguém da sua família e de alguma forma ele acredita que você tenha informações sobre esse Livro dos Mortos, mesmo a gente sabendo que isso é pouco provável. Ele não poderia ir pessoalmente a Londres porque tem muitos inimigos por lá então, ele teria que te trazer pra cá. Porém, você não viria sem a sua família. A sua mãe e o seu irmão eram empecilhos então, ele precisaria se livrar dos dois, mas também precisaria de uma isca pra atrair você pra cá.
- Agora você está entendendo, não é, minha querida? – Josef indagou ao ver a minha expressão de choque. – Van Horne transformou o seu irmão, fez com que ele tirasse a mãe de vocês do caminho e depois, usou o Nicholas pra atrair você pra cá.
- Você estava sendo vigiada pelo pessoal do Van Horne, desde que chegou a Los Angeles. – Mick continuou. – Não foi à toa que a Elise encontrou você com tanta facilidade. Porém, o Van Horne não contava que você fosse dar tanto trabalho a ele. – Mick disse segurando a minha mão. Eu sentia a minha garganta apertada e se antes já era difícil respirar por causa da dor nas costelas, naquele momento então, estava quase impossível. – No início, eu achei estranho o Nicholas estar rondando os lugares onde o Van Horne freqüentava e você viu o seu irmão, naquela noite, no clube. Agora, tudo faz sentido. Seu irmão é um dos seguidores de Peter Van Horne e será capaz de fazer qualquer coisa pra proteger os interesses do Sire.
- Até mesmo me matar. – murmurei desanimada e Mick confirmou. – E tudo isso... por causa...de um livro? – eu disse quase sem respirar.
- Não é só pelo livro, minha querida. É pela ganância e acima de tudo, pelo poder. Peter Van Horne sempre quis estar acima de todos. Tanto vampiros, quanto humanos. Ele e o imbecil do Max Doughan. Ambos não conhecem limites, desrespeitam as regras da nossa sociedade e querem nos expor. Acham que nós, vampiros já passamos tempo de mais nas sombras e que está na hora de mostrarmos aos humanos, quem é que manda. Eu acho isso um absurdo. É o nosso modo de agir que tem garantido a nossa proteção e sobrevivência durante todo esse tempo. Agora imagine se sairmos por aí, demonstrando superioridade e atacando humanos, como se fosse a coisa mais comum do mundo. Bom...do ponto de vista de um vampiro, isso não seria tão incomum, mas...você entendeu o que eu quis dizer, não é? Seria a nossa ruína, o fim de todos os vampiros. – Josef disse desviando o olhar para o Mick. – Eu não posso permitir que isso aconteça, a responsabilidade é minha também. Por isso, temos que nos livrar do Van Horne antes que a desgraça nos afete.
- Isso não vai acontecer, Josef. Já estamos resolvendo esse assunto. – Mick disse tentando acalmar os ânimos de Josef. – Agora é melhor deixarmos a Christine descansar. – ele disse dando um sorriso suave e indo pra porta, já saindo. Josef concordou, mas antes de sair, sua fisionomia que até então, era séria e preocupada, adquiriu um ar de espanto. Pelo menos, foi essa a impressão que tive.
- Quem é essa mulher na foto? – ele disse aproximando-se da cama, novamente e pegando um pequeno porta-retrato, da mesinha.
- Era a minha mãe. Isso foi tudo o que consegui pegar, antes de fugir da casa do Peter. O resto das minhas coisas ficou lá, como você já sabe. O que foi, Josef? – perguntei vendo-o afundar os olhos na fotografia.
- Nada. – ele disse com um sorriso rápido, largando a foto sobre a mesinha. – Não é nada, minha querida. Trate de descansar, está bem? – Josef inclinou-se, beijando a minha testa e sorriu de um jeito estranho, afastando-se até a porta.
- Você está bem, Josef? – perguntei desconfiada.
- Estou. São só...preocupações rotineiras. – novamente o sorriso estranho e uma pausa. – Você se parece com a sua mãe. Durma bem.
Josef saiu, fechando a porta. Não sei dizer ao certo, mas aquela atitude dele, o modo como ele ficou ao ver a foto de minha mãe, me deixou ansiosa e desconfiada. Ele estava me escondendo algo. Com certeza estava e eu precisava descobrir o que era. Mas ele não iria me contar e no estado delicado em que eu estava; não conseguiria usar de persuasão. Então, como eu iria descobrir?
Só havia um jeito...
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paulab1802 Vampiro Centenário

Registrado em: 11 Jan 2008 Age: 30
Mensagens: 573 Local/Origem: Transilvânia
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Colocada: Qua Abr 15, 2009 9:57 pm Assunto: |
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Hummmmmmmm...Capítulo cheio de revelações...
Bem, que o seboso tinha usado seu irmão como máquina particular eu já imaginava...mas que história maluca...Além de seboso é doido...haha...
O Josef e o Mick terão que ser muito cautelosos para resolverem isso e evitar que ele chegue perto...
E esse porta retrato? Humm...Sua mãe tem algo a mais a ver com essa história? É...pelo jeito tem coisas a mais a serem reveladas...
Cuidado com esse "jeito" que vc vai usar para descobrir...haha...O seboso só espera um vacilo seu para te pegar...
Adorei o capítulo Christine...Ansiosa pelo próximo...  _________________
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Cristina Escravo do Drácula

Registrado em: 15 Dez 2007
Mensagens: 1031 Local/Origem: Coração do Mick!!
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Colocada: Seg Abr 20, 2009 4:39 am Assunto: |
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Será que existe hospício pra vampiros decrépitos e doidos?? Sim, porque o Van Horne não passa disso.
Na minha humilde opinião...
INTERNEM e depois... INCINERADOR NELE!!!
Vai ser lunático assim, lá não sei onde. Eu, hein?!! E a horda tá solta mesmo, hein?? Van Horne, o tal do Max, mais o seu irmão... Xiiii!! Prevejo problemas... e com certeza, pro meu adorado Mick.
E o Josef ficou cismado com a sua mãe... Será que ela foi freshie dele?!!
E o que a Srta. vai aprontar agora?? Tô vendo mais confusão e olha que você ainda tá toda quebrada. Vai sossegar, menina!! _________________
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Juliana Vampiro Chefe

Registrado em: 28 Dez 2007 Age: 19
Mensagens: 831 Local/Origem: São Paulo
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Colocada: Seg Abr 20, 2009 11:24 pm Assunto: |
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Toda história tem seu começo, não importa qual, não é mesmo?
Agora os egipcios sempre foram referencia para tudo, inacreditável, até para os vampiros, bem... Tem gente que pensa que Seth é o primeiro vampiro e tem gente que pensa que Judar é o primeiro vampiro e tem gente que pensa que Caim é o primeiro vampiro. Parece que essas pessoas não se cansam de inventar... Enfim, realmente nunca entendi no que importa, o que realmente importa é que tem vampiros mais fortes e outros mais fracos por ordem de sangue e de poder, obviamente.
Se Van Horne está numa pista que daria certo? Eu não acho que vivemos um livro de ficção científica, não é? Então eu acho que essta história está um pouco irrieal de mais, muito conto para criança. mas se formos pensar, até então vampiros também eram contos para crianças. Eles já não são poderosos de mais pra querer mais coisa?
Eles amam tanto ser vampiros mas o que eles mais querem é ser humanos com super-poderes, ah! Vira Super-homem e para de encher meu saco.
Esse vampiro realmente ta obcecado por isso, e essas coisas só demonstra ainda mais o doente que ele é, fala sério! Agora estar te perseguindo porque crê fielmente que você é a resposta para tudo, daqui a pouco vai cortar sua mão, despejar seu sangue em algum tipo de calice sagrado e jurar que beber aquilo vai fazer ele se tornar um vampiro incrivel e poderoso.
Poder é relativo, tem gente que nasce com ele e tem gente que não nasce com ele. Ele tenta bastante fingir que tem poder, mas não consegue, dá até pena.
Bom, é isso, esperando por mais.
Beijos,
Jul. _________________
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paulette Vampiro Centenário
Registrado em: 04 Fev 2008 Age: 47
Mensagens: 600 Local/Origem: são paulo
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Colocada: Sáb Abr 25, 2009 1:32 pm Assunto: Christine! Fiquei boba com este capítulo! |
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Christine! Meu Deus menina, quando você vai ter tranquilidade? E agora mais esta bomba, será que você é filha do Van Horne? Meu Deus! Por isto, ele te quer tanto, talvez o tal livro estava com a sua mãe e ele a quer porque sabe que quando ela morreu , pode ter deixado para você. E pelo visto, o Josef conheceu a sua mãe também. Quantos mistérios. E o Nicholas, deve saber a verdade e quer ficar na companhia do pai dele. Agora, pensando friamente até que foi bom a Julianne ter se infiltrado na casa do Josef, porque através dela , ficaram sabendo deste tal livro invisível, mas que deve mesmo existir . Pode ser que em algum momento o Van Horne, estava humano e namorou a sua mãe e eles tiveram vocês, e ele te segue desde então. E não vai descansar enquanto não te tiver do lado dele. Mas não seja impetuosa, e procurar o maluco do Van Horne, você adora caçar problemas, deixa o Mick e o Josef resolverem estas questões perigosas, pois o Van está louquinho para te pegar. Ai meu anjo, não crie mais problemas. Que loucura!
Beijos,
Paulette
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St_John Vampiro Detetive Mor

Registrado em: 11 Abr 2008
Mensagens: 149 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Sáb Mai 02, 2009 12:11 am Assunto: |
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Não querendo ofender meu amigo, mas tenho que falar algo... Quanto mais velho o vampiro é, mas maluco ele fica, já percebeu isso?
Eu sempre reparei nisso, principalmente com Van Horne, e quem não se lembra daquela mulher, Lola? hahahaha. A que roubou, ou melhor, pediu e o Josef deu o dinheiro, nunca vou me esquecer. Uma vampira antiga e totalmente maluca, até o Josef é doido com o seu jeito paranóico que eu já me acostumei.
Agora essa história do livro, eu sempre achei que mesmo que Van Horne fosse maluco, ele devia ter um propósito, só não vou dizer a ligação que é melhor não. hahahaha.
Só estou esperando pra ver como vai ser tudo nessa história, como você vai descrever o que passamos logo após isso. Que nada é fácil para gente, todo mundo já sabe, que quase sempre acabamos mortos, também... o que muda é a descrição, hahahaha.
Abraços, Chris.
Mick. _________________
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JKostan Vampiro empresário e bon vivant

Registrado em: 11 Jun 2008
Mensagens: 91 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Ter Mai 05, 2009 4:48 am Assunto: |
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Ok, ok!! Eu sei que devo desculpas pelo atraso, Christine, mas tanto eu, quanto você estivemos muito ocupados.
E além disso, eu sou um vampiro de negócios então...vamos logo com isso.
De fato eu e o Mick ainda não confiávamos na Julianne e tinhamos bons motivos pra isso. Você sabia disso, melhor do que ninguém. Mas pelo menos, a Srta. Smith se mostrou disposta a colaborar.
É claro que ela não tinha muita escolha.
Sobre esse tal livro...Bem, você já sabe a minha opinião. Não gosto de falar sobre isso então, vou mudar de assunto.
Nem preciso dizer o quanto me senti mal por todas as coisas ruins que aconteceram com você e pela maneira como a sua família foi envolvida em todo esse pesadelo.
Mas ainda bem que acabou e apenas os seus relatos permaneceram.
É claro que aqueles dias exigiram muito de todos nós, principalmente de você, Christine. Mas você soube lidar muito bem com tudo aquilo. E se não me engano, depois desse dia em que o Mick e eu conversamos com você, as coisas finalmente iriam acabar, porém, de maneira muito dolorosa. E pra piorar a situação, a lembrança da sua mãe só dificultou ainda mais as coisas.
E Mick... Quantas vezes tenho que lhe dizer que não sou paranóico? Sou apenas cauteloso. E você tinha que mencionar a Lola não é? Maldição!!
Beijos, Christine.
Josef. _________________
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Christine Freshie oficial do Mick e do Josef

Registrado em: 10 Jun 2008
Mensagens: 257 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Qua Mai 06, 2009 11:26 pm Assunto: |
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Ai, vida de freshie... Me sinto literalmente sugada, ahahaha!!
Por favor... MIL PERDÕES pela demora, mas JURO que amanhã, ou no mais tardar sexta, darei mais páginas pra vocês.
Ainda mais agora que só faltam 5 partes. Sim! Finalmente meu diário está acabando.
Mas enquanto isso não acontece, agradeço imensamente os comentários de todos, especialmente de meus queridos Mick e Josef.
E mais uma vez, obrigada pelo carinho e paciência.
Beijos pra todos vocês,
Christine. _________________
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Christine Freshie oficial do Mick e do Josef

Registrado em: 10 Jun 2008
Mensagens: 257 Local/Origem: Los Angeles
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Colocada: Sáb Mai 09, 2009 4:45 am Assunto: |
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PARTE: 33
Alguns dias se passaram desde a conversa que Mick e Josef tiveram comigo. Eu me sentia mais disposta, quer dizer, depois do meu “acidente”, eu já conseguia me levantar da cama e caminhar pela casa, mas sempre com uma das meninas de olho em mim, ordens do Josef, claro. Falando nisso, Julianne ficava cada vez mais presente na casa e era raro o dia em que não nos encontrávamos pelos corredores, mas dificilmente dirigíamos a palavra, uma a outra. Eu ainda não confiava nela e sabia que Mick e Josef também, mas ela parecia estar se esforçando pra ajudar o Josef, porém, certas coisas levam tempo pra se ajustarem.
Mick apareceu no meu quarto no final da tarde. Ele e Josef sempre vinham me ver e saber se eu estava precisando de alguma coisa, antes de saírem para os seus compromissos noturnos. Além disso, Josef não me deixava fazer nada, pelo menos não até que eu estivesse totalmente recuperada então, ter o Mick por perto não era nada ruim.
- Eu trouxe uma coisa pra você. – Mick disse entrando no meu quarto, com um sorriso leve no rosto. Ele abriu a jaqueta e tirou algo de dentro dela.
- Meu diário!
- Faz tempo que você não escreve nele e como ele fica guardado no meu escritório, eu sei que está mais difícil pra você ter acesso a ele por isso, achei que gostaria de ter alguma distração, já que está proibida de fazer outras coisas.
- Você é um amor, sabia? – disse dando um beijo nele. – Obrigada. – Mick sorriu e sentou-se ao meu lado.
- Como está se sentindo?
- Melhor. Quer dizer, minhas costas ainda doem um pouco e às vezes fica difícil me movimentar, mas tirando isso, acho que estou bem. Pelo menos não preciso mais ficar nessa cama, o dia todo. – Mick riu.
- Inquieta do jeito que você é não sei como agüentou tanto tempo. Josef me disse que iria te amarrar na cama, caso você não se comportasse.
- Ele adora fazer isso quando sou uma menina travessa. – Mick arqueou a sobrancelha ao ouvir meu comentário. – Desculpe. Não foi bem isso que eu quis dizer. – dei uma risadinha, meio envergonhada. – E já que estamos falando no Josef, queria te pedir uma coisa. – olhei séria para o Mick.
- Pode falar.
- Tem uma coisa que anda me incomodando nesses últimos dias e... bom...eu acho que o Josef está me escondendo algo. Algo que tem a ver com a minha mãe.
- Como assim?
- Sempre que ele vem me ver, eu noto que ele presta muita atenção no retrato da minha mãe.
- Bom, a sua mãe era muito bonita e você sabe como o Josef é.
- Minha mãe está morta, Mick e depois, acho que você não me entendeu.
- Desculpe. Talvez seja melhor ir direto ao ponto.
- Eu acho que o Josef conhecia a minha mãe e só não perguntei isso pra ele porque sei que ele vai inventar uma história, ou vai me dizer que não e que estou enganada. Se ele a conhecia, não vai me dizer a verdade.
- Por quê acha que o Josef a conhecia? Só por causa da foto?
- Pela maneira como ele reagiu quando viu a foto. Ele ficou estranho, Mick. Ficou todo sério e retraído. E agora, quando falo da minha mãe, o Josef já quer logo mudar de assunto. Ele fica nitidamente incomodado com isso. Por isso que eu acho que ele está me escondendo algo.
- Sei. E você quer que eu descubra o que ele está te escondendo, certo?
- Faria isso pra mim?
- Eu posso sondar o Josef, mas você o conhece. Se ele souber de algo sobre a sua mãe...
- Você vai dar um jeito de arrancar isso dele.
- Talvez não seja tão simples assim, Chris.
- Você sabe lidar com o Josef melhor do que eu. E, além disso, vocês são grandes amigos, ele confia em você mais do que em mim. – Mick suspirou.
- Tudo bem. Eu vou ver o que descubro. Se é que existe algo pra ser descoberto.
- Pode apostar que aí tem coisa.
- Bom, eu preciso ir. Tenho um trabalho difícil pela frente. – Mick disse levantando e beijando minha testa.
- Cliente novo?
- Não. E eu não ia te contar isso porque não queria que ficasse preocupada, mas você é do tipo que pega as coisas no ar e como já sabe, não sou um bom mentiroso.
- Fale logo, Mick! Está me deixando nervosa com tanta enrolação.
- Eu descobri onde o sobrinho da Julianne está. Passei esses dias seguindo o pessoal que tem acesso mais direto ao Van Horne. Imaginei que ele não deixaria o garotinho com qualquer pessoa, teria que ser alguém de confiança. Foi então, que uma garota me chamou mais a atenção e resolvi me concentrar nela.
- Uma garota? Que gracinha. – eu disse irônica.
- Alguns vampiros não se dão bem com crianças e obviamente, não tem paciência pra isso. O Van Horne precisaria de alguém pra manter o menino tranqüilo, alguém que não o assustasse ao ponto dele chamar a atenção e causar problemas.
- E mulheres têm mais jeito com crianças.
- Com certeza. A garota que está cuidando do David é uma das freshies favoritas do Van Horne. O problema é que o menino não está na casa dele.
- E onde ele está?
- Na casa do Max Doughan.
- Aquele vampiro decrépito que está sempre com o Peter?
- Ele mesmo.
- Não estou gostando da sua cara, Mick. – disse preocupada. – O que foi?
- Não seria difícil ter acesso a casa do Van Horne, mas com Max Doughan a coisa é diferente. A casa dele é uma verdadeira fortaleza e ele é tão paranóico quanto o Josef.
- O que significa...
- O que significa que eu vou ter problemas. – Mick fez uma careta, forçando um risinho. – Mas faz parte do trabalho. Desde que eu consiga tirar o menino de lá inteiro...
- E que você não saia aos pedaços. – interrompi.
- Eu vou ficar bem, Chris. Já fiz isso antes.
- Mas não com o Max Doughan. Você ouviu o que o Josef disse. Esse vampiro é perigoso, Mick e até mais poderoso que o próprio Van Horne. Você terá sorte se sair de lá vivo.
- Ah! Obrigado pela confiança.
- Você entendeu o que eu quis dizer. Eu admiro a sua coragem, sei que quer ajudar e fazer uma coisa boa, mas isso pode custar a sua vida.
- É só um garotinho, Christine. Deve estar assustado, preso em um lugar estranho com pessoas que ele nunca viu. Provavelmente deve estar chorando, pedindo pra ir pra casa e se eu tiver a chance de tirá-lo de lá, pode apostar que vou fazer isso. – Mick parecia irritado, mas eu sabia que aquela irritação não era comigo e sim, pela situação do menino.
- Bom...vejo que já está decidido sobre isso então...só tome cuidado, por favor. E de preferência, volte inteiro. – Mick se aproximou de mim e me deu um beijo carinhoso.
- Eu vou ficar bem, ok? Agora preciso ir. – ele disse saindo.
Obviamente não pude deixar de me preocupar. Diversas vezes ouvi Josef falando sobre Max Doughan e, em cada uma dessas vezes, senti meus ossos congelarem. Max tinha uma reputação nada agradável. A de um exímio caçador...de humanos. Ele não gostava de freshies, era um vampiro antigo, com hábitos antigos e perigosos. Preferia sair pela noite, em busca de sangue, pois, sabia que a tensão entre predador e vítima só deixava tudo mais excitante; além do fato de que a caçada deixava o sangue dos humanos mais saboroso.
Max era um vampiro sádico, um dos piores de sua espécie e não se incomodava nem um pouco de se vangloriar sobre isso. Matou milhares através dos séculos, tanto humanos quanto vampiros e Josef foi testemunha disso, diversas vezes. Mick não o conhecia tão bem quanto o Josef e, esse era o meu medo. Pra um vampiro que não hesitava em matar os de sua própria espécie, Max com certeza ficaria feliz se pudesse dar um fim em Mick, mas eu esperava e torcia pra que nada disso acontecesse. Isso era tudo o que eu podia fazer naquele momento...esperar e torcer.
A noite chegou rápida e implacável, me deixando ainda mais agitada. Eu ficava pensando onde o Mick poderia estar naquela hora, se já havia chegado na casa do Max, ou se estava esperando um pouco pra agir na hora certa. Ficava imaginando como ele faria pra entrar na casa daquele vampiro maldito e sair de lá, carregando uma criança com ele, sem que os dois fossem mortos pelo caminho. Tentei distrair a minha mente, escrevendo algumas linhas no meu diário, mas minha cabeça latejava e eu decididamente, não conseguia parar quieta.
Saí do quarto e desci as escadas, mas ao chegar à sala principal, fiquei um pouco surpresa. A casa estava silenciosa, não havia sinal de freshies, nem de empregados e praticamente todas as luzes estavam apagadas, deixando todo o ambiente completamente soturno. Dei mais alguns passos notando que a porta do escritório de Josef estava entreaberta e me aproximei. Ao entrar no escritório, encontrei Josef sentado em sua cadeira, debruçado sobre a mesa. Parecia extremamente concentrado, enquanto analisava alguns papéis. Havia apenas uma luz suave iluminando a sala e o silêncio era total.
- Estava imaginando quando você iria descer. – ele disse ainda mantendo os olhos no papel que estava lendo.
- Achei que tivesse saído.
- Tenho coisas pra resolver e no momento, não posso me dar a esse luxo.
- E cadê todo mundo?
- Noite de folga.
- Noite de... – deixei um riso curto e incrédulo escapar. – Que novidade é essa, Josef? Você nunca dá folga pra ninguém, principalmente pra suas freshies. Você adora estar rodeado de pessoas e eu sei muito bem disso.
- Resolvi abrir uma exceção e como já disse, tenho coisas pra resolver.
- E isso tem a ver com o seu plano contra o Van Horne? – ele finalmente olhou pra mim.
- Pode apostar que sim. – ele voltou à atenção para os papéis, enquanto eu o observava insistente e silenciosa. – O que foi Christine? – Josef voltou a me olhar, dando um suspiro impaciente.
- Por quê não foi com ele? – Josef arqueou as sobrancelhas e me olhava de um jeito curioso. – Sabe o quanto é arriscado e o Mick pode precisar da sua ajuda.
- Se o Mick precisasse de minha ajuda, teria pedido e pode ter certeza de que eu não teria negado. – deixei meu corpo cansado cair sobre uma poltrona. – Eu entendo a sua preocupação, Christine, mas o Mick sabe o que está fazendo. Ele pode se atrapalhar um pouco, mas acredite, ele sempre dá um jeito de resolver o problema. Além disso, eu e o Mick temos maneiras diferentes de resolver as coisas. Ele prefere usar a força, enquanto eu uso o cérebro. Sempre foi assim e sempre funcionou muito bem.
- Como você pode estar tão calmo? – Josef riu e levantou, indo até o bar e servindo-se de algumas doses de whisky.
- Calmo? Eu não chamaria o meu estado de “calmo”, minha querida. Apenas estou poupando as minhas forças para o momento crucial. E já que o Mick é o esquentadinho da dupla e prefere sair por aí, descendo o braço em todo mundo... bem, um de nós precisa manter o controle, não acha? – Josef se aproximou de mim e ergueu meu rosto delicadamente, até que eu olhasse pra ele. – Ele vai ficar bem. Talvez volte um pouco esfolado, mas vai sobreviver. – Josef estava tentando me distrair com as suas gracinhas, mas aquilo não estava me agradando e ele percebeu. – Escute, eu não posso fazer nada até que aquele dito garoto esteja são e salvo. O Mick deixou isso bem claro. Não posso executar o nosso plano antes que ele e o menino estejam fora da casa do Max e em total segurança. Você entende isso? Não é que eu não queira ajudar o Mick, eu quero, mas se eu me precipitar e agir antes do tempo; posso colocar a vida dele e do menino em risco, mais do que já está e, eu não quero que isso aconteça. Por isso, preciso esperar a hora certa pra agir.
- Eu entendi, Josef. Eu só...só estou preocupada, só isso.
- Você me parece cansada. Por quê não sobe e vai dormir um pouco?
- Não saio daqui até o Mick chegar.
- Será uma noite longa, Christine.
- Eu não me importo. Espero o tempo que for preciso.
Josef suspirou, afundando-se na poltrona que ficava à minha frente. Ele sabia que não havia nada que pudesse fazer, ou dizer pra me demover daquela idéia. Eu ficaria lá, com ele, esperando até que o Mick retornasse. As horas passavam lentas até que a madrugada chegou, sem nenhuma notícia do Mick. Pra piorar a situação, minhas costas voltaram a doer; fazendo a dor refletir por todo o meu corpo e Josef, percebendo isso, me obrigou a tomar um remédio que só serviu pra me deixar sonolenta.
Eu fazia força pra manter meus olhos abertos, enquanto ele falava comigo, mas eu simplesmente não conseguia entender o que Josef dizia. Sendo assim, fechei meus olhos por alguns segundos, tentando manter a minha consciência alerta até sentir os braços de Josef me envolvendo e me ajeitando cuidadosamente no sofá. Eu podia sentir a mão dele acariciando o meu cabelo, mas não tinha força para abrir os meus olhos.
- Eu sinto muito que esteja passando por tudo isso, pela sua mãe, pelo seu irmão, mas principalmente, eu sinto muito pelo mal que causei ao seu pai. – ele sussurrou.
- O...O que você...disse? – perguntei com a voz lerda, abrindo meus olhos com uma certa dificuldade. Josef provavelmente achou que eu estivesse dormindo, o que explica a cara de espanto dele naquela hora, ao me ver acordada, fitando-o com um olhar confuso.
Naquele mesmo instante, Mick já se encontrava na casa de Max Doughan. Tinha conseguido nocautear alguns seguranças, sem chamar a atenção e subia pelo muro, chegando até a lateral da casa. A idéia era subir pelo telhado, de onde ele podia ter uma visão geral de tudo o que acontecia lá embaixo e principalmente, da posição de cada segurança. A casa de Max era enorme e havia um grande terraço no segundo andar, mas não seria fácil entrar por lá, pois os seguranças estavam por toda a parte.
Mick andava abaixado, quase engatinhando sobre o telhado até que uma voz conhecida lhe chamou a atenção. Franziu a testa ao ver um sujeito baixinho e de óculos, conversando com uma loira no jardim. Aproximou-se mais e arregalou os olhos ao ver de quem se tratava.
- Lorde Doughan vai chegar mais tarde. Mantenha o garoto em silêncio porque não quero confusão para o meu lado.
- Não precisa me dizer o que fazer. Cuide do seu trabalho. – dizia a loira com uma voz arrogante e nariz empinado. – Como se já não me bastasse ter que suportar você, agora tenho que ser babá daquela peste.
- Posso dizer ao senhor Van Horne que você não está satisfeita com o trabalhinho extra que ele te deu. – o homem sorria maldoso, enquanto tocava em um dos seios da garota, levando um tapa na mão.
- Você bem que gostaria, não é, seu verme rastejante e nojento? Pois não vou te dar esse gostinho. Não sou como você que fica lambendo o chão por onde o Max e o Peter pisam.
- É claro que não. Você prefere ser a freshie vadia dos dois. A cadelinha mandada. – a garota levantou a mão, enfurecida, mas antes que pudesse acertar o rosto do homem, ele segurou firme seu pulso, torcendo, enquanto ela fazia uma careta de dor. – Tente isso de novo e eu juro que sirvo pedaços do seu corpo pra aquele demente do Nicholas. Agora volte lá pra dentro e vá cuidar do garoto! – disse empurrando a loira que quase caiu no chão, enquanto ele se afastava, rindo.
- Isso não vai ficar assim! – a garota gritava. – Espere só até o Max chegar, seu parasita! Ele vai fazer você se arrepender... Morris!
Mick arregalou mais os olhos, ainda não acreditando no que estava vendo. Sentiu o sangue ferver em suas veias e teve que se controlar pra não ir atrás do traidor. Ainda não. Precisava concentrar a atenção no sobrinho de Julianne e depois, acertaria as contas com Morris. Ou...o que era mais provável, deixaria Josef acertar as contas com ele.
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"NON-FAT SOY VEGAN BLOOD...IT IS SO ON, RAH, RAH, RAH!!!" |
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paulette Vampiro Centenário
Registrado em: 04 Fev 2008 Age: 47
Mensagens: 600 Local/Origem: são paulo
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Colocada: Dom Mai 10, 2009 8:08 pm Assunto: Christine! Fiquei boba com este capítulo! |
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Christine! Menina,ainda bem que você está se recuperando, isto é que interessa! Pelo menos o Mick e o Josef estão te paparicando toda hora! Não te deixam sem atenção. Fiquei passada quando você achava que o Josef tinha mudado com você, quando ele olhava a foto da sua mãe, mas agora que ele disse uma frase que foi muita suspeita, parece mesmo que ele conheceu a sua mãe, inclusive pelo que falou prejudicou o seu pai. e o louco do Nicholas. Também fiquei muita apreensiva com esta missão suicida do Mick ao querer resgatar o sobrinho da Julianne na casa do Max Doughan,um vampiro sádico, um dos piores de sua espécie e não se incomodava nem um pouco de se vangloriar sobre isso menina que cara barra pesada, e o Mick se arriscando a entrar na casa dele é de dar medo.
Mas eu quase tive um ataque quando o Mick viu quem estava cuidando do menino na casa do Max, o Morris, que traidor, que sem vergonha, quando o Josef souber não vai sobrar um pedaçinho dele para contar história. Isto contando que o Mick saiu numa boa de lá. Menina, adorei, este capítulo. Muito esclarecedor. Mas sei que você não vai deixar aquela história do Josef com a sua mãe sem resposta concreta.
Beijos,
Paulette  |
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Juliana Vampiro Chefe

Registrado em: 28 Dez 2007 Age: 19
Mensagens: 831 Local/Origem: São Paulo
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Colocada: Ter Mai 12, 2009 9:47 pm Assunto: |
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Revelações incríveis nesse capítulo, hein? Primeiramente eu vou assumir que eu não esperava que fosse o Morris, mas ainda to contando com a idéia que tem mais de um traidor nessa história.
Eu espero que o Mick não acabe aparecendo pro Morris não sair por ai fugindo, pra poder cuidar desse filho da mãe na maneira Josef de ser, que eu estou louca pra ver isso. Ele mais do que merece uma boa vingança a la Josef.
Agora outra revelação, Josef assumindo que tanto conhece a sua mãe, quanto é responsável por algo que envolva seu pai. Agora resta saber o que é, espero que ele conte logo, porque se eu já te conheço, você não vai deixar ele se livrar disso tão cedo.
Bom, é isso!
Beijos,
Jul. _________________
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